5 12 2008

utopiafeijao





resultados cênicos

7 11 2008

Neste final de semana (8 e 9 de novembro) a Cia do Feijão abre as portas de sua sede para o público interessado em conferir a criação dos frequentadores dos cursos ministrados pelo grupo ao longo de 2008. São pessoas das quatro macro-regiões da cidade, entre jovens teatreiros, grupos atuantes em Pirituba, Lapa e parte da Zona Norte, da região de Santo Amaro, donas de casa, jovens mães e estudantes de teatro. As cenas apresentadas foram integralmente criadas por eles a partir de conteúdos trabalhados com a Companhia do Feijão (memória – pessoal e ancestral – e utopia) e também a partir de textos de Drummond e Garcia Márquez.

Programe-se: 8 e 9 de novembro, às 20h, na Sede da Companhia do Feijão (Rua Teodoro Baima 68 – República). Grátis, por ordem de chegada, 42 lugares. Informações: 11 3259-9086.





machado de assis e mário de andade

21 10 2008

Em cartaz com o espetáculo “O Ó da Viagem” até o dia 02/11, encerrando sua mostra de repertório comemorativa de dez anos de estrada, a Companhia do Feijão participa também do evento “Machado de Assis Leitor do Brasil”, promovido pelo Sesc Consolação, que traz como destaque a apresentação de experimentos cênicos realizados por grupos teatrais que expõem o universo literário do autor conhecido como o bruxo do Cosme Velho.

 

Os Feijões apresentam dois trabalhos: Quase Ministro e Nonada. O primeiro é uma adaptação de duas obras de Machado de Assis, o conto Teoria do medalhão e a peça curta Quase ministro. Nonada – por sua vez – reúne personagens machadianos, com figuras das obras de Mário de Andrade e Clarice Lispector,  e coloca  em cena o processo de modernização conservadora que compõe a conflituosa identidade brasileira.

 

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Comemorando dez anos de estrada, a Companhia do Feijão está também em cartaz com o espetáculo O Ó da Viagem, último de cinco encenados em sua mostra de repertório ao longo de 2008. Neste espetáculo, viajantes-narradores paulistas observam com olhos de “estrangeiros” o universo sertanejo do Nordeste. Desdobrando-se em múltiplos personagens, o coro de atores e utiliza a linguagem do teatro popular para alternar episódios cômicos e trágicos. Conduzidos por canções populares, diversos temas são abordados, entre eles o anti-herói do sertão (o sobrevivente), o cotidiano da seca e a fina-flor da aristocracia rural. Inspirado em O Turista Aprendiz, livro que reuniu os diários de viagem de Mário de Andrade pelo Norte e Nordeste do Brasil, o espetáculo contém ainda textos, observações e materiais recolhidos durante turnê da companhia pelo Sertão do Cariri (PB e PE).

 

 

 

O novo tema da pesquisa da Companhia, que se desenvolve no ano de 2008 e dará origem a um espetáculo, é Utopia (pra que te quero!), e está intimamente ligado à trajetória de investigações temáticas e estéticas do grupo. A primeira trilogia dos Feijões (O Ó da Viagem, Antigo 1850 e Mire Veja) pesquisou o Brasil a partir de suas diferenças regionais e sociais. A Companhia partiu então para desvendar a alma do homem brasileiro, alma entendida como espaço geográfico interno deste indivíduo (seus desejos em contraponto à realidade externa – condições econômicas, sociais e políticas). O resultado desta fase trouxe nova trilogia: Reis de Fumaça, Nonada e Pálido Colosso.

 

E agora? Para onde estamos indo? Onde foi parar a esperança que nos moveu dos anos 1960 até logo depois da abertura? Qual será o lugar, hoje, da utopia na alma do brasileiro? Ela existe? Como toma forma em seu imaginário? Quais as perspectivas para o nosso futuro é a pergunta que marca os dez anos da Companhia do Feijão.

 

CONFIRA O TRABALHO DA COMPANHIA DO FEIJÃO

O Ó da Viagem

Temporada até 02/11

Sextas e sábados às 21h e domingos às 20h

Ingressos: R$ 20,00 (meia entrada nos casos previstos por lei)

Aceitamos cheque, fazemos reserva e temos estacionamento conveniado

Endereço: Rua Teodoro Baima 68 – República

Classificação etária: recomendada para maiores de 12 anos


Quase Ministro

Dia 27 de outubro, às 20h30 
Local: Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque)
Classificação etária: 12 anos
 Ingresso: gratuito
 
Nonada
Dia 3 de novembro, às 20h30
Local: Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque)
Classificação etária: 12 anos
 Ingresso: gratuito

 





O Ó da Viagem

16 09 2008

 

Encerrando a programação da Mostra de repertório comemorativa de seu décimo aniversário, a Companhia do Feijão estréia em 26 de setembro próximo, às 21h, em sua sede, a remontagem de O ó da viagem, espetáculo original de 1999. A temporada se estende até 2 de novembro de 2008.

 

Sinopse

Viajantes-narradores paulistas observam com olhos de “estrangeiros” o universo sertanejo do Nordeste. Desdobrando-se em múltiplos personagens, o coro de atores e utiliza a linguagem do teatro popular para alternar episódios cômicos e trágicos. Conduzidos por canções também populares, diversos temas são abordados, entre eles o anti-herói do sertão (o sobrevivente), o cotidiano da seca e a fina-flor da aristocracia rural.

 

Pesquisa

Inspirado em O turista aprendiz, livro que reuniu diários de viagem de Mário de Andrade pelo Norte e Nordeste do Brasil, o espetáculo contém ainda textos, observações e materiais recolhidos durante turnê da companhia pelo Sertão do Cariri (PB e PE), realizada em 1999, 70 anos depois de Mário de Andrade.

Ficha técnica

Direção e Dramaturgia / Pedro Pires

Direção musical / Walter Garcia

Elenco / Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Flávio Pires, Guto Togniazzolo, Petronio Nascimento, Vera Lamy e Zernesto Pessoa

Figurinos (recriados) / Guto Togniazzolo

Cenografia (recriada) / Petronio Nascimento

Iluminação (recriada) / Pedro Pires e Zernesto Pessoa

Duração / 75′

Serviço

Temporada de 26/09 a 02/11

Sextas e sábados às 21h e domingos às 20h

Ingressos: R$ 20,00 (meia entrada nos casos previstos por lei)

Aceitamos cheque, fazemos reserva e temos estacionamento conveniado

Endereço: Rua Teodoro Baima 68 – República

Críticas

“Um espetáculo envolvente, instigante, que lança sobre o Brasil e à figura de Mário de Andrade um olhar carinhoso e crítico.”

(Alberto Guzik / Jornal da Tarde / SP)

 

“Uma caderneta de campo em forma de espetáculo.”

“O caráter informativo desse espetáculo talvez seja indicativo de uma nova e necessária forma de reaproximação entre as regiões do País.”

“Na sua austeridade melódica e rítmica, as músicas do espetáculo nos lembram que há uma outra possibilidade estética, a do rigor construtivo e da economia.”

 

(Mariangela Alves de Lima / O Estado de S.Paulo / SP)

 

 

Dez anos

A mostra de repertório da Companhia do Feijão se encerra com O Ó da Viagem, sendo que este último, por ter sido o primeiro espetáculo fruto do trabalho sobre o ator/narrador e da atenta observação sobre o homem e as realidades brasileiras, passou por um processo de recriação e nova produção.

 

O novo tema da pesquisa da Companhia, que se desenvolverá no ano de 2008 e dará origem a um espetáculo, é Utopia (pra que te quero!), e está intimamente ligado à trajetória de investigações temáticas e estéticas do grupo. A primeira trilogia dos Feijões (O Ó da Viagem, Antigo 1850 e Mire Veja) pesquisou o Brasil a partir de suas diferenças regionais e sociais. A Companhia partiu então para desvendar a alma do homem brasileiro, alma entendida como espaço geográfico interno deste indivíduo (seus desejos em contraponto à realidade externa – condições econômicas, sociais e políticas). O resultado desta fase trouxe nova trilogia: Reis de Fumaça, Nonada e Pálido Colosso.

 

E agora? Para onde estamos indo? Onde foi parar a esperança que nos moveu dos anos 1960 até logo depois da abertura? Qual será o lugar, hoje, da utopia na alma do brasileiro? Ela existe? Como toma forma em seu imaginário? Quais as perspectivas para o nosso futuro é a pergunta que marca os dez anos da Companhia do Feijão.

 

Além da mostra de repertório e da pesquisa, haverá um seminário sobre o tema utopia, ensaios abertos e já está acontecendo um curso extensivo de criação teatral para jovens profissionais da área, com duração de nove meses. Além do compartilhamento da metodologia desenvolvida pela companhia, o encontro entre seus integrantes e os participantes do curso funciona como campo de observação e pesquisa prática sobre como o tema do projeto – a utopia – reverbera em suas vidas. Haverá mostra dos resultados cênicos.





companhia do feijão embarca para cabo verde

31 08 2008

A Companhia do Feijão embarca no próximo dia 05 de setembro para Cabo Verde, local onde se realiza a 15ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact). O evento acontece na cidade de Mindelo de 5 a 14 de setembro. A participação inclui a apresentação dos espetáculos Nonada e Reis de Fumaça, além da realização de uma oficina de criação teatral.

 

Este é o primeiro convite internacional da Companhia (único grupo brasileiro convidado a participar do evento), que em 2008 completa dez anos de existência tendo como tema principal de pesquisa contínua o desenvolvimento de linguagens teatrais relacionadas às realidades brasileiras. O trabalho baseia-se, sobretudo, na transcrição cênica de peças de nossa literatura, considerada pela Companhia como reflexo, por excelência, de nossa cultura, além de trabalhos de campo e de formação compartilhada, buscando levar o teatro aonde ele normalmente não chega, formando também novas platéias.

Trabalhando questões ligadas à formação do homem e das realidades brasileiras, para esta viagem o grupo inclui na bagagem, além do foco na literatura e na cultura popular brasileira, a prospecção de aspectos ancestrais ligados à presença colonizadora portuguesa no Brasil e Cabo Verde, com objetivo de conhecer melhor realidades e idiossincrasias dos dois países e identificar heranças comuns, vislumbrando diálogos mais consistentes e soluções artísticas que melhor contemplem nossas histórias.

 

O Mindelact é uma organização não governamental de caráter artístico e social, sem fins lucrativos e que visa essencialmente o desenvolvimento e a promoção das artes cênicas com foco na formação de jovens com poucos meios financeiros, além de proporcionar o bem-estar da população através de atividades sócio-culturais. Congrega agentes de grupos de teatro e pessoas singulares de quase todos os quadrantes da vida artística de Cabo Verde, além de um significativo número (cerca de 80%) de jovens, perfazendo um total de 140 membros.

 

A Companhia do Feijão conta atualmente como apoio da Lei Municipal de Fomento ao Teatro de São Paulo.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





feijões encenam “Pai contra mãe”, de Machado

10 08 2008

 

Dentro do programa A pena da galhofa: contos de Machado de Assis, promovido pelo Sesc Carmo, a Companhia do Feijão promove apresentação do texto do autor em ambiente cenográfico criado para este evento. Pai contra mãe é texto de Machado trabalhado pelo grupo no espetáculo Nonada.

Entrelaçando personagens e histórias fora de um tempo ou lugar, Nonada põe em cena nosso conflito fundamental: o processo de modernização conservadora que nos gerou e criou nossa difusa identidade. Criado a partir de características recorrentes da ‘alma brasileira’, condensada na pele (ou nas almas) de personagens retirados da literatura.

O trabalho pode ser conferido de segunda a sexta, sempre às 18h, no Auditório do Sesc Carmo, localizado no 3º andar.

 

Serviço

Pai contra mãe

Data: de 18 a 29 de agosto

Horário: 18h

Local: Auditório do Sesc Carmo (Rua do Carmo 147 – Centro)

Informações: 11 – 3111-7000

Grátis





XVI mostra de teatro monte azul – nada é impossível de mudar

7 07 2008

 

De 10 a 27 de julho a Associação Comunitária Monte Azul promove a XVI Mostra de Teatro Monte Azul, que este ano traz o tema Nada é Impossível de Mudar. Durante três semanas o público poderá conferir espetáculos de diversos grupos, entre eles a Companhia do Feijão (que em 2008 completa dez anos), contação de histórias, espetáculos circenses e debates. Haverá ainda apresentações de grupos culturais da Associação. As apresentações são gratuitas e acontecem no Centro Cultural Monte Azul – Av. Thomas de Souza 552 – Jd Monte Azul – fone: 5851-5370

 

A Companhia do Feijão apresentará o espetáculo “Pálido Colosso”, trabalho mais recente de seu repertório, no dia 11/07, às 20h. Inspirado em acontecimentos recentes da história política do país e experiências pessoais de seus criadores, Pálido Colosso propõe um repensar sobre as escolhas feitas por cada um de nós no correr dessa história. Numa espécie de cabaré “degenerado”, quadros de diversos gêneros abordam fatos da ditadura aos dias de hoje: regime de exceção, futebol, abertura política, presidentes do país neste período, boas e nem tão boas participações de artistas nestes processos. 

 

A Associação Monte Azul foi fundada a partir do trabalho da pedagoga Ute Craemer, que abriu as portas de sua casa para receber crianças da favela monte azul em tardes recreativas na década de 1970. Aproveitou, assim, para construir uma ponte entre seus alunos  e as crianças da favela Monte Azul. Por meio do relacionamento com as crianças da favela, Ute  conheceu suas famílias. Passou, então, a organizar reuniões entre os pais para discutir e procurar soluções conjuntas para seus problemas. O intercâmbio com as crianças e o diálogo com seus pais foram as bases de todo o trabalho desenvolvido pela Associação Comunitária Monte Azul, fundada em 1979.

 

A Associação oferece, através de seu centro cultural, intensa programação de teatro, música, coral, oficinas de arte e festas que homenageiam culturas de diferentes povos.

 

Informações sobre a Mostra: Jefferson Ribeiro – 5812-2691/8532-5222